quarta-feira, 4 de maio de 2011
Os Homens dos Cornos.
domingo, 6 de março de 2011
Homens da Luta: Ironia ou Protesto?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Direitos de autor.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Morrer na Rinchoa em 2011

Havia um sobrinho que nunca arrombou a porta pois faltava a ordem do Tribunal , porta é porta, e depois havia que pagar uma nova, quem é vivo há-de aparecer, ainda se houver herança atrás da porta...
Havia a nefanda segurança social que nunca estranhou, hordas de velhos mendigando dignidade,mais um papel, apenas um número, um código postal na Rinchoa,que importa, a morte resolverá.
Havia um polícia grotesco arrotando alarvidades do alto da pungente cretinice da farda sagrada que tudo permite, petulante.Se estiver morta cheira mal , se cheira mal dos pés e tem mau hálito está morto, os Watson da Rinchoa nunca se enganam debaixo da farda protectora.
Havia um cão cúmplice na vida e parceiro na morte, e um periquito à janela no sarcófago do quarto andar, todos orfãos da solidariedade para a qual só há tempo em chamadas de valor acrescentado que aliviem consciências apressadas, dois minutos que há que ir ver a novela.
Nove anos. Nove anos de chão frio, invernos, verões, entradas e saídas, a campaínha silenciosa, no correio só facturas.Ninguém a saber daquele número de contribuinte com pessoa dentro.
Apenas e retumbante, o Grande Urubu, o Fisco predador.
A penhorar.1400 euros, crime de lesa pátria, a justiça com a habitual injustiça.
Aí foi lembrada, com juros de mora e sem aviso de recepção ,com a canibal comitiva do necrófito oficial de diligências, do boçal policia e uma nova dona que nunca viu a casa mas alarve comprou.
1400 euros.
1400 euros, quanto foi preciso para que se levantassem celulíticos traseiros a saber se os números tinham nomes, lágrimas, dores, risos,para predadores e majestáticos logo os confiscar, os bens primeiro, a dignidade depois.
É Portugal e é 2011.
Fernando Morais Gomes
sábado, 29 de janeiro de 2011
Kefaya! *
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A crise europeia: uma perspectiva axiológica.
Aliada histórica dos Estados Unidos, a Europa, manteve-se vinculada a um determinado modelo de desenvolvimento que produziu a sua crescente irrelevância na política e economia internacionais. O terrorismo, o seguidismo na guerra do Iraque e a crise financeira e económica destruíram apenas o que há muito ameaçava ruir mas que nenhum governante tentou evitar. De facto, o fim do império americano demonstrou a fragilidade em que a Europa vive e, que o contrário do que se possa afirmar, do perigo de uma grande regressão económica, politica e axiológica.
Num mundo onde a economia comanda a politica e dita os valores, o seu domínio por países onde a dignidade da pessoa-humana, a liberdade politica, a igualdade social e de género e o respeito pelo meio ambiente são miragens e alvo de ataques pelas gentes que governam nessas zonas do globo, é o problema mais grave na Europa desde a II guerra mundial. Todavia, os agentes políticos, agentes económicos e opinião publicada europeia mantêm a mesma estratégia anterior à crise: enfiar a cabeça na areia.
A valorização que se faz dos BIRC, apontados como exemplo, a igualdade de tratamento que lhes é atribuída nas negociações de politica internacional e nas relações comerciais entre países é um caminho perigoso e que marca a destruição daquilo que fez da Europa a referência do mundo: os seus valores. A substituição desses valores milenares com origem na Respublica Christiana pelo ateísmo, relativismo e cosmopolitismo dos mercados é a certeza da desgraça e a concretização do admirável mundo novo.
Devemos estar atentos e lutar contra este mundo de inevitabilidades que nos tentam impor. Não somos todos iguais, temos uma história e uma cultura próprias de que nos devemos orgulhar e todos os dias preservar para que o totalitarismo não nos derrote e nós, portugueses, povo milenar, temos esse dever histórico: impor uma nova ordem mundial onde os nossos valores estejam presentes, onde ditaduras e tiranias devem ser tratadas com o desprezo que merecem e não acarinhadas e desculpadas pelos cobardes e gananciosos que nos governam.